Fazenda Ecológica Disparada



EVOLUÇÃO E DEMANDA POR MUDAS NATIVAS

Bruno Rocha

A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais importantes do mundo, rica em biodiversidade e em sociodiversidade, refere Silva (2008). O desmatamento na área de mata atlântica teve uma queda 69% de 2000 a 2005 na comparação com o período 1995-2000. No primeiro período, o Brasil derrubou 445,9 mil hectares e, no segundo, 138,8 mil hectares, de acordo com as informações do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a função das Áreas de Preservação Permanente, matas ciliares, tem papel fundamental na prevenção de enchentes e na proteção de mananciais de uso público. No entendimento de Pincinato (2005) relata “apesar da enorme importância dos novos instrumentos normativos que protegem a Mata Atlântica, as APPs continuam sendo essenciais na sua proteção em áreas com forte pressão, principalmente pelo setor agrícola e imobiliário”. As matas ciliares funcionam como uma barreira e evitam o carreamento de sedimentos e poluentes para o sistema aquático, reduzindo de erosão e assoreamento de rios e represas. As florestas contribuem para infiltração da água no solo, abastecendo e recarregando o lençol subterrâneo que abastece as nascentes. Por estas razões, as áreas rurais próximas dos mananciais com viveiros produtivos, auxiliam na sustentabilidade das bacias e produzir mudas de boa qualidade favorecem aos bancos genéticos em conseqüência a recuperação das matas ciliares.
De acordo com informações da Agência de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte, “a ocupação desenfreada e a conseqüente pressão antrópica sobre os recursos naturais, com relação à água é imensa, sendo que nossos rios e córregos já apresentam sua qualidade e quantidade comprometidas, o que se reflete também nas praias.”
A proposta dos viveiros situados nas bacias hidrográficas, em área rural, é capaz de agregar valor aos produtos, e serviços no meio rural, contribui para a conservação do meio ambiente com a valorização da mão de obra local.
A recomposição de florestas nativas têm sido prioridade na política do meio ambiente no País. O Programa Nacional de Florestas aponta que a evolução de áreas com florestas plantadas em 2006, foram plantados no Brasil 627 mil hectares de florestas de produção o que representa um recorde histórico. Pela primeira vez o Brasil plantou mais de 1 bilhão de árvores em um ano, e a participação de pequenos produtores foi estratégica para esse crescimento.

“O planejamento [...] sustentável de uma nação requer cuidados com o uso dos recursos naturais [...] conceitos conservacionistas como: área de preservação permanente, reserva legal, unidades de conservação e sistemas de produção sustentáveis.” EMBRAPA (2009). O planejamento com vistas à conservação e sistemas de produção sustentáveis para o desenvolvimento, vira tema prioritário em discussões.
De acordo com o Inventário Florestal do Estado de São Paulo, em Caraguatatuba as áreas reflorestadas contam com 160,25 ha reflorestados, que equivale à 0,33% de 48.000 há de área do município.
As áreas Rurais trazem a reflexão. Com espaços para o cultivo de espécies nativas com foco na economia, e utilizando-se de ferramentas o planejamento e o conjunto de informações quantitativas. Apurou-se na SMA 47/03 de 26 de novembro de 2003, o Instituto de Botânica constatou no Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais – DEPRN - tem oficializado, “dentre outras formas de Recuperação de Áreas Degradadas, os plantios realizados têm apresentado resultados mais satisfatórios a partir dos critérios técnicos para a escolha e combinação das espécies”. Considera-se que a qualidade ambiental em cumprimento às propostas de recuperação far-se-ão pela diversidade variada dos indivíduos arbóreos escolhidos favorecendo o sucesso dos projetos com recuperação, enriquecimento florestal, recomposição e reabilitação de uma área degradada. Inclui o planejamento de estruturas para que sejam ofertadas ao mercado do litoral norte.
O viveiro com atenção às espécies nativas cumpre com as considerações técnicas vivenciadas e publicadas em resolução e melhoram as iniciativas de plantio. A efetiva recuperação de áreas está vinculado às espécies nativas existentes e disponíveis no ecossistema. Dados recentes revelam que, “a perda da diversidade biológica significa [...] redução de recursos genéticos disponíveis ao desenvolvimento sustentável, na forma de madeira, frutos, forragem, plantas ornamentais e produtos de interesse alimentar, industrial e farmacológico,” Resol. SMA 08/07. A perda dessa diversidade biológica também está ligada as causas de desmatamentos e relacionadas com a pouca variedade de indivíduos disponíveis nos viveiros.
O acesso às mudas de boa qualidade para reflorestamentos valoriza a região nos projetos e melhora o entorno das áreas urbanas, que está vinculado à expansão das cidades (Yamazoe, Bôas 2003). Os empreendimentos imobiliários investem em áreas verdes para atender a ampliação às necessidades sociais e ao crescimento urbano. Neste contexto, há demanda na procura por mudas de vegetação nativa. Gerada pela exigência do Decreto Federal 5.300 do Gerenciamento Costeiro, Zoneamento Ecológico Econômico Litoral Norte Decreto Estadual 49.215 publicado em 7 de dezembro de 2004.
A gestão ambiental lida com interesses difusos causando imposições à interesses econômicos e de crescimento a exemplo da construção civil. Termos de compromisso de recuperação são celebrados para atender a compensação ambiental citada no Decreto. Nestes casos, gera a procura e traz a ecologia de volta para perto das pessoas, mesmo que de forma obrigatória. As metas estabelecidas no Decreto para gestão de áreas rurais são: manutenção das principais funções do ecossistema e recuperação induzida para controle de erosão. E as Diretrizes para gestão são:

I - manter a ocupação com uso rural diversificado, através de práticas que garantam a conservação dos solos e das águas superficiais e subterrâneas;
II - aumentar a produtividade agrícola nas áreas já cultivadas e cujos solos sejam aptos a esta finalidade, evitando novos desmatamentos;
III - minimizar a utilização de agrotóxicos;
Entre outras, promover prioritariamente a inclusão de áreas com vegetação nativa em estágio avançado de regeneração, ou seja, demandam inserção de novas florestas e atendimento aos remanescentes com mudas superiores do ecossistema.
Com os viveiros permanentes, surgem oportunidades de se aproveitar dos recursos materiais e humanos para ramificar-se aos serviços com recuperação de áreas no plantio, com fins comerciais. Trazem valor agregado aos serviços que dele é produzido.

Extraído da construção do TCC, Faculdades São Sebastião, sob a orientação da Profª Drª Silvia Regina

1 comentários:

Tupynambá 29 de maio de 2016 05:48  

Inteligencia, atitude diferem as pessoas de ser..HUMANO, SER-O-MANO e serumano.!!

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