País pode ganhar US$ 1,5 bi por ano salvando florestas

Karina Ninni - especial para O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A floresta em pé nunca valeu tanto. Em tempos de aquecimento global, cada hectare conservado de mata nativa pode significar menos gases causadores do efeito estufa (GEE) lançados na atmosfera. Ao menos é esse o raciocínio por trás da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), mecanismo que está sendo discutido na Conferência do Clima de Copenhague, a COP-15, como forma de atenuar o aquecimento global.



A REDD funciona por meio da remuneração de emissões evitadas de carbono. A ideia é recompensar países que coíbam o desmatamento. Dono da maior floresta tropical do planeta, cuja queima responde por 1,5% dos GEEs emitidos no planeta todo ano, o Brasil tem tudo para ser a bola da vez. O governo federal começou a catalogar projetos que podem se candidatar a recursos da REDD. Segundo o Serviço Florestal Brasileiro, só os 17 projetos já mapeados têm um potencial de arrecadação de US$ 1,5 bilhão por ano. A área total deles é de 320 mil quilômetros quadrados, mais de dez vezes a de Sergipe.

O maior fragmento de Mata Atlântica da Bahia

O maior fragmento de Mata Atlântica da Bahia

Matéria: Ecoviagens Uol

O Parque Nacional do Descobrimento localiza-se no extremo sul da Bahia numa das últimas áreas remanescentes de Mata Atlântica da Bahia. A região foi vítima da atuação de madeireiros e caçadores por muito tempo, causadores de danos irreparáveis, apesar de ainda permanecer uma grande parte verde intacta de florestas que possibilita a preservação da biodiversidade que é encontrada na Mata Atlântica.

O Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Costa do Descobrimento, que é considerado Reserva da Biosfera, está integrado ao parque. A área possui trilhas que foram utilizadas e abertas por antigos exploradores de madeira, ainda é possível encontrar arvores enormes caídas no chão e em processo de decomposição.

Aspectos culturais e históricos

A unidade abrange as nascentes do rio Cahy, em cuja foz situa-se o primeiro ponto de fundeio da armada de Cabral na ocasião do descobrimento do Brasil.

Aspectos naturais

Tabuleiros costeiros da formação Barreiras com altitude de cerca de 100 m. O solo é do tipo areno-argilosos, com textura arenosa e o relevo é predominantemente plano.

Apesar dos indícios de corte seletivo de madeira, bem como vegetação em estágio secundário nas áreas próximas, a floresta neste local apresenta-se em bom estado de conservação. Há também trechos da vegetação especializada mussununga, pouco conhecida, sendo muitas vezes confundida com a floresta ombrófila ("matas restingadas"), restingas arbóreas ou arbustivas. Árvores imponentes, como o jacarandá-da-bahia, a braúna, Imbiruçu e centenas de outras espécies arbóreas e arbustivas são componentes da Mata Atlântica encontrada no Parque, que é uma das últimas reservas da arruda, em espécies endêmica que foi muito utilizada na confecção de gamelas e pilões.



Foto: Tathiss



Sem dúvida o maior atrativo que esta Unidade oferece é a diversidade de sua fauna. A área seria um dos únicos e últimos redutos do Mutum do sudeste Um levantamento de aves, feito em 2001, registrou 47 espécies, 44 das quais endêmicas da Mata Atlântica, 17 legalmente protegidas no Brasil e 15 listadas em alguma categoria da IUCN. Entre estas se destacam o papagaio chauã, símbolo do Parque, o macuco, o gavião real e os criticamente ameaçados balança rabo canela e mutum do sudeste.

Na mesma pesquisa, foram registradas 34 espécies de mamíferos de médio e grande porte, sendo 8 ameaçadas e 3 endêmicas. No grupo dos primatas, foi importante o registro de ocorrência recente do bugio. São também importantes os registros da anta, onça pintada e sussuarana. No levantamento de anfíbios anuros foram registradas duas novas espécies do gênero Hyla, além de novos registros no estado da Bahia. Falta ainda levantamento de répteis e invertebrados no Parque, uma demanda que precisa urgentemente ser atendida. E existência de uma microbacia inteiramente no interior do Parque, a do Imbassuaba, torna muito plausível a descoberta de novas espécies, uma potencialidade a mais a ser explorada.

Clima

O clima é úmido tropical, clima de floresta quente e úmida, sem estação seca.

Atrações

A unidade ainda não está aberta à visitação, mas já ocorrem atividades de educação ambiental e pesquisas em seu interior, com a devida supervisão da equipe do Parque. Boa parte da diversidade biológica do Parque não é sequer conhecida, sendo uma oportunidade única para pesquisadores e Universidades interessados em biologia da conservação.

A realização de atividades de Ecoturismo, voltadas principalmente para a realização de trilhas ecológicas e observação da natureza (fauna e flora) também pode ser apontada como potencialidade após a abertura do Parque à visitação. Atividades em campo podem ser realizadas por escolas e outras instituições da região, que podem ter no Parque um recurso a mais na realização de atividades de Educação Ambiental ao ar livre.

Infra-estrutura

A sede administrativa do Parque, localizada na cidade de Prado, serve como ponto de apoio para informações turísticas e ambientais na região, além de contar com materiais educativos sobre questões ambientais para estudantes da região.

Há também uma sede de campo na entrada do Parque, com pouca infra-estrutura e um posto avançado, próximo à Vila de Cumuruxatiba, atualmente ocupado por indígenas. As estradas dentro do Parque são de terra, utilizadas apenas pelos funcionários no monitoramento rotineiro.

Nas cidades mais próximas como Itamarajú (17 km) é possível encontrar boas pousadas e em Prado (30 km), além de bons lugares para se hospedar, é possível apreciar a excelente culinária diversificada.

Objetivos específicos da unidade

Proteger e preservar amostras dos ecossistemas ali existentes e possibilitar o desenvolvimento de pesquisa cientifica e programas de educação ambiental.

Decreto e data de criação

Foi criado pelo Decreto s/n de 20.04.1999

Endereço para correspondência

Rua 04, Quadra C Lote 31 - Novo Prado.

45980-000 - Prado - BA

Telefone: (73) 298-1145

Fax: (73) 298-1140 e 298-1145

E-mail: pdescobrimento@bol.com.br e pnd@dstech.com.br

Para quem gosta de fotografia de natureza, pássaros, macrofotografia, observação de animais em seu habitat, esta saída será um verdadeiro Safári Fotog

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Problemas e ideias para a preservação ambiental no Brasil. Resenha das aulas de MBA 16 e 17 de outubro



Curso de MBA Negócios da Sustentabilidade: ambiente cultura e turismo - UniSantos Petrobras, CEDS e REAL Norte.

Luciane Teixeira e
Bruno Rocha


O Brasil é um país de dimensões continentais e possui 62% das florestas tropicais do mundo. Os principais Biomas: Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica são Biomas ameaçados pelo desenvolvimento predatório. A luta de Chico Mendes pela preservação das áreas de florestas fez com que fossem criadas as primeiras reservas extrativistas na Amazônia, na década de 80. Mesmo assim, o desmatamento desenfreado continua ameaçando as florestas naturais aliado especulação imobiliária, monocultura e a pecuária, que empobrecem o solo e aceleram o processo de desertificação – o que vai na contramão da sustentabilidade social e ambiental.
Os problemas ambientais encontram, ainda, o mercado de patentes internacional, que caminha junto a exploração dos recursos naturais retirando das comunidades detentoras do conhecimento tradicional, a participação neste processo.
As patentes, portanto, viraram um negócio das grandes corporações interessadas apenas no capital financeiro excluindo-se a democratização dos conhecimentos tradicional e científico.
Do ponto de vista de soluções ambientais é possível caminhar por dois segmentos para o desenvolvimento sustentável: o conservacionista e preservacionista como a constituição de Parques Nacionais com foco no turismo e conservação de grandes áreas; as Estações Ecológicas com interesse de preservação e as Reservas Extrativistas e Unidades de Conservação com foco em pesquisas científicas e turismo sustentável. Além disso, existe a possibilidade de inserir o pagamento por serviços ambientais nos meios rural e urbano. Para a concretização das soluções ambientais é possível utilizar-se das políticas de Gestão Ambiental como ferramenta de planejamento ambiental estratégico aliado a Política Nacional de Educação Ambiental que contribui com a transformação social.

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